Remodelar pode valer mais do que mudar de casa. Explicamos como funciona o crédito para obras com hipoteca (ou o reforço do crédito habitação), um exemplo com contas e o plano a fazer antes de pedir.
Obras podem valer mais do que mudar
Mudar de casa custa IMT, Imposto do Selo, escritura, comissões de mediação e um crédito novo. Remodelar a casa onde já vives evita quase tudo isso. Uma cozinha, uma casa de banho ou janelas novas mudam o dia a dia e, muitas vezes, valorizam o imóvel.
O erro comum é começar pelo crédito e só depois pelo orçamento. Deve ser ao contrário.
Como funciona o crédito para obras com hipoteca
- Reforço do crédito habitação: pedes mais capital ao banco onde já tens o crédito, com nova avaliação da casa e nova análise. A taxa costuma seguir a do crédito habitação.
- Crédito hipotecário para obras: um crédito novo com hipoteca sobre a casa, útil quando a casa já está paga ou quando outro banco parceiro faz melhores condições. Prazo longo, mais burocracia e custos de avaliação e registo.
Também existe crédito pessoal para obras, sem hipoteca. O Guru não o intermedeia: só trabalhamos com crédito à habitação.
Um exemplo com contas
- A 20 anos: cerca de 247 € por mês, 59 191 € de capital e juros.
- A 15 anos: cerca de 300 € por mês, 53 982 € no total. Mais 53 € por mês, menos 5 209 € no fim.
- Soma o Imposto do Selo sobre o crédito (0,6%: 240 €), a avaliação e os registos.
Faz o plano antes do crédito
- Três orçamentos por escrito, com materiais e prazos.
- Margem de 10 a 15% para imprevistos. Aparecem sempre.
- Licenças ou comunicação prévia à câmara, se mexes em estrutura, fachada ou redes.
- Calendário de pagamentos ao empreiteiro alinhado com a entrega do crédito.
- Guarda faturas: obras de valorização com fatura contam para reduzir as mais-valias se um dia venderes a casa.
Obras, mais-valias e IMI: o que muda a prazo
Obras de valorização com fatura (não a manutenção corrente) somam-se ao valor de aquisição quando um dia venderes a casa, e reduzem a mais-valia sujeita a IRS. Guarda as faturas dos últimos 12 anos, com o NIF da casa. O simulador de mais-valias mostra-te o efeito.
O IMI não muda pelas obras em si, mas pode mudar se pedires ou se houver uma reavaliação do valor patrimonial. Se transformares uma casa de eficiência energética fraca numa classe A ou B, alguns municípios dão redução de IMI: pergunta na tua câmara antes de decidir.
Quando compensa usar a casa para financiar as obras
Faz sentido em obras de valor mais alto, quando queres diluir a prestação por mais anos e a casa tem margem de hipoteca. Compara sempre pela TAEG e pelo MTIC e conta com os custos fixos (avaliação, registo, Imposto do Selo de 0,6%). Um prazo mais longo baixa a prestação, mas aumenta os juros totais.
Perguntas frequentes
Posso pedir reforço do meu crédito habitação para obras?
Muitos bancos permitem, com nova avaliação e nova análise. A taxa costuma seguir a do crédito habitação, mas há custos de processo. Compara também com um crédito novo noutro banco parceiro.
As obras baixam o IMI?
Não diretamente. Podem alterar o valor patrimonial tributário se houver reavaliação. O que pode mudar é a valorização do imóvel e as mais-valias futuras, se guardares as faturas.
O Guru trata de crédito para obras?
Sim, quando é crédito à habitação: reforço do crédito ou crédito hipotecário para obras, através dos bancos parceiros e sem custo para ti. Não tratamos crédito pessoal.